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Boa tarde, Quarta Feira 18 de Março de 2026

Geral

Caminhoneiros ameaçam greve nacional nos próximos dias

ALTA DO DIESEL | 18/03/2026 10h 57min

Foto: Miguel Schincariol/Getty Images

O movimento para uma possível greve de caminhoneiros voltou a ganhar força em todo o país, impulsionado pela alta no preço do diesel e pela insatisfação da categoria com as medidas adotadas pelo governo federal. Lideranças afirmam que a paralisação já foi discutida em assembleias e pode acontecer em breve, com adesão de motoristas autônomos e também de profissionais contratados.

À frente da mobilização, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a paralisação é praticamente certa. Segundo ele, a categoria enfrenta dificuldades para manter a atividade diante do aumento dos custos.

O principal ponto de pressão é o diesel, que acumulou alta significativa nas últimas semanas, impulsionado pela alta do petróleo do petróleo no mercado internacional, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Mesmo após o governo anunciar medidas para reduzir o preço do combustível, como a zeragem de tributos federais, o impacto foi anulado por reajustes nas refinarias.

Na prática, os caminhoneiros relatam dificuldade para manter a atividade. O aumento dos custos não tem sido repassado ao valor do frete, o que reduz a margem de lucro e, em alguns casos, inviabiliza as viagens.

A categoria também cobra o cumprimento da tabela de frete, criada após a greve de 2018, e aponta falhas na fiscalização. Entre as reivindicações estão ainda medidas para conter o preço do diesel, isenção de pedágio em determinadas situações e maior controle sobre os valores pagos pelo transporte.

Segundo lideranças, o movimento já tem alcance nacional e conta com adesão em diferentes regiões, incluindo importantes polos logísticos. Caso a paralisação se concretize, há risco de impacto no transporte de cargas e no abastecimento, o que pode afetar diretamente os preços e a economia.

 

Diante do avanço das articulações, o governo federal iniciou novas negociações com representantes da categoria e reforçou ações de fiscalização. Ainda assim, o clima entre os caminhoneiros é de desconfiança quanto à efetividade das medidas.

 

A orientação inicial é que, em um primeiro momento, os motoristas suspendam as atividades sem bloquear rodovias. No entanto, a possibilidade de interdições não está descartada.

 

 

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Fonte:   Repórter MT